Em conversa com o BHAZ nesta quarta-feira (11), o professor de ecologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Geraldo Fernandes, explicou o motivo por trás das aparições em massa desses insetos. “Na verdade, esses bichinhos são cupins. Esse fenômeno acontece sazonalmente e está associado ao processo de acasalamento desses insetos. Eles saem em grandes quantidades nos chamados ‘voos nupciais’, que é quando eles estão em busca de fêmeas”, explica.

De acordo com o professor, em determinadas épocas há uma explosão populacional de insetos. Por isso, há a tendência de que os mosquitinhos rodeiem as lâmpadas de agora em diante. “Eles são atraídos por ondas luminosas, assim como mariposas e bezouros, que também são insetos noturnos. Com as luzes artificiais, eles acabam ficando desorientadas e rodeiam as lâmpadas”, explica.

Fim do tempo seco?

O ecologista explica que existe a crença de que eles apareçam quando a temporada de chuvas ou de calor se aproximam, mas que não existe uma relação clara entre essas coisas. Já que os cupins vivem na madeira, e não no solo, não necessariamente a infestação pode estar ligada a alguma mudança climática.

“O período de acasalamento desses insetos varia de espécies para espécie. Seria bom se agora eles indicassem a chegada de chuva, mas acredito que dificilmente vá chover por agora aqui em Minas”, brinca.

Em Belo Horizonte, inclusive, o tempo seco está longe de terminar. Nesta quarta-feira (11), a Defesa Civil de Belo Horizonte emitiu um alerta de baixa umidade do ar válido até a próxima semana. Segundo o órgão, uma massa de ar seco vai deixar os índices de umidade em torno de 30% até o dia 19 de agosto.

Fonte: BHAZ